Convenção nacional, em São Paulo, marca o início oficial da caminhada do partido pela reeleição do presidente Lula e reafirma a aliança com o PSB
O Partido dos Trabalhadores realiza neste domingo (2), em São Paulo, sua convenção nacional para oficializar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição e a manutenção de Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. O encontro marca uma nova etapa da disputa eleitoral de 2026 e deverá reunir dirigentes, parlamentares, lideranças políticas e militantes de todo o país.
A convenção será realizada no Expo Center Norte, a partir das 10h, dentro do calendário eleitoral estabelecido para a definição das candidaturas. O PT chega ao encontro com a estratégia de consolidar a unidade interna e ampliar a frente política que sustenta o projeto de continuidade do governo Lula.
A composição com Alckmin repete a aliança construída em 2022, quando antigos adversários políticos se uniram em torno de uma frente democrática que derrotou Jair Bolsonaro nas urnas. Quatro anos depois, a parceria entre PT e PSB será novamente apresentada ao eleitorado como uma aliança em torno da continuidade do projeto político liderado por Lula.
O PSB já oficializou a indicação de Alckmin para a chapa presidencial. A decisão foi tomada durante a convenção nacional do partido, realizada na última quarta-feira (29), em Brasília.
Convenção abre nova etapa da disputa
A oficialização da chapa ocorre em um momento decisivo do calendário eleitoral. As convenções partidárias começaram em 20 de julho e seguem até 5 de agosto, período em que as legendas definem oficialmente seus candidatos e alianças para as eleições de outubro.
Para o PT, o encontro deste domingo terá também caráter de mobilização. A partir da homologação da candidatura, o partido entra em uma fase de maior intensidade na preparação eleitoral, com a tarefa de levar para os estados e municípios a defesa do legado do governo Lula e das propostas para um eventual novo mandato.
A escolha de São Paulo para sediar a convenção também tem peso político. Além de ser o maior colégio eleitoral do país, o estado concentra uma das disputas mais relevantes de 2026 e ocupa lugar estratégico na organização da esquerda brasileira.
Em São Paulo, o PT terá o ex-ministro Fernando Haddad como candidato ao governo estadual, em uma chapa que conta com Márcio França (PSB) como candidato a vice. A composição reforça a estratégia de alianças entre as duas legendas também na disputa estadual.
Unidade para a disputa de 2026
A convenção nacional deverá servir ainda para reforçar a unidade do PT em torno da candidatura de Lula. O partido pretende apresentar a eleição de 2026 como uma escolha entre projetos para o país, colocando no centro do debate temas como desenvolvimento econômico, redução das desigualdades, geração de empregos, políticas sociais e fortalecimento da democracia.
Ao oficializar Lula e Alckmin, o PT também reafirma a disposição de preservar uma frente política ampla, construída a partir das eleições de 2022 e que reúne diferentes forças do campo democrático.
A partir de domingo, a candidatura que vem sendo construída ao longo dos últimos meses passa a ter sua homologação partidária. Para a militância petista, o encontro será um momento de mobilização nacional e de preparação para uma campanha que deverá colocar novamente em disputa diferentes projetos para o futuro do Brasil.
A convenção nacional do PT representa, assim, o marco oficial de uma nova caminhada eleitoral de Lula. O desafio colocado ao partido é transformar a força política construída pelo governo em mobilização social e eleitoral nos estados e municípios, mantendo a unidade da legenda e ampliando o diálogo com os diferentes setores que integram a frente de apoio ao presidente.


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