Proposta prevê cota para profissionais de segurança em projeto relatado por Florentino Neto; texto foi apresentado a Wellington César
O deputado federal Florentino Neto (PT-PI) apresentou, na noite desta quarta-feira (15), um substitutivo ao projeto de lei que trata do programa Minha Casa, Minha Vida com o objetivo de criar uma reserva de unidades habitacionais para profissionais das forças de segurança pública. A proposta foi discutida em audiência com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e com o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.
O texto, relatado pelo parlamentar na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, estabelece cotas para policiais federais, civis, militares, penais e guardas civis municipais. De acordo com o deputado, a medida visa reconhecer o papel estratégico desses agentes e oferecer condições de moradia mais seguras para quem atua no combate ao crime.
“Esta é uma luta que tenho conduzido com o objetivo de garantir moradia para homens e mulheres que atuam diariamente na defesa da população brasileira”, afirmou Florentino Neto após a reunião. O parlamentar ressaltou que a vulnerabilidade habitacional de policiais, que muitas vezes residem em áreas conflagradas, é um fator de risco para a integridade física dos profissionais e de seus familiares.
Articulação com o Governo
Segundo o parlamentar, a recepção da proposta pela cúpula do Ministério da Justiça foi positiva. O ministro Wellington César, que assumiu a pasta em janeiro deste ano com o compromisso de fortalecer as políticas de valorização dos servidores de segurança, teria reconhecido a relevância da iniciativa para a estruturação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).
A proposta de Florentino Neto tramita em conjunto com o Projeto de Lei 4.580/2019, que já previa a alteração da Lei nº 11.977/2009 para garantir o acesso de agentes de segurança a programas habitacionais federais. Com o novo substitutivo, o parlamentar espera dar celeridade ao processo legislativo e assegurar que as especificidades da categoria sejam contempladas no novo modelo de crédito imobiliário anunciado recentemente pelo Governo Federal.
A matéria segue agora para análise técnica nas comissões da Câmara antes de ser levada ao plenário.




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