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01/08/2026

Piauí projeta reeleição de Rafael Fonteles e votação expressiva para Lula


Às vésperas da Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores, que será realizada neste domingo (2), no Expo Center Norte, em São Paulo, a direção nacional da legenda reuniu representantes de todos os estados para avaliar o cenário político e as perspectivas para as eleições de 2026.

Representando o PT do Piauí, o vice-presidente estadual da sigla, Maurício Solano, apresentou um panorama otimista sobre o desempenho eleitoral do partido no estado, destacando a expectativa de manutenção da hegemonia petista nas urnas.

Segundo Solano, o objetivo é reeleger o governador Rafael Fonteles, conquistar as duas vagas piauienses ao Senado Federal, ampliar a representação do partido e de seus aliados na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, além de assegurar cerca de 80% dos votos do eleitorado piauiense para a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O Piauí seguirá sendo o estado mais petista do Brasil", afirmou o dirigente ao apresentar a conjuntura política do estado durante a reunião preparatória da convenção.

A avaliação apresentada à direção nacional ocorre em um momento em que o PT busca consolidar sua estratégia eleitoral para o pleito de outubro. A Convenção Nacional deste domingo oficializará a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, tendo o vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa presidencial. O encontro terá início às 10h, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, na capital paulista, reunindo delegados, dirigentes e lideranças de todo o país.

Piauí é vitrine das gestões petistas

A projeção apresentada por Maurício Solano reflete o desempenho eleitoral histórico do PT no estado. Nas últimas eleições presidenciais, o Piauí registrou uma das maiores votações proporcionais do país para Lula, consolidando-se como um dos principais redutos eleitorais do partido.

Além da força nas disputas nacionais, o estado é governado pelo PT desde 2003, período marcado pelas gestões de Wellington Dias e, atualmente, de Rafael Fonteles. A expectativa da direção estadual é que esse histórico, aliado aos resultados da atual administração, fortaleça o projeto político petista em 2026 e mantenha o Piauí como referência nacional para o partido.

A reunião preparatória da direção nacional também serviu para alinhar as estratégias que serão apresentadas durante a Convenção Nacional, considerada um dos principais marcos da campanha eleitoral deste ano.

PT oficializa neste domingo chapa para a eleição de 2026


PT oficializa neste domingo chapa de Lula e Alckmin para a eleição de 2026
Convenção nacional, em São Paulo, marca o início oficial da caminhada do partido pela reeleição do presidente Lula e reafirma a aliança com o PSB

O Partido dos Trabalhadores realiza neste domingo (2), em São Paulo, sua convenção nacional para oficializar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição e a manutenção de Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. O encontro marca uma nova etapa da disputa eleitoral de 2026 e deverá reunir dirigentes, parlamentares, lideranças políticas e militantes de todo o país.

A convenção será realizada no Expo Center Norte, a partir das 10h, dentro do calendário eleitoral estabelecido para a definição das candidaturas. O PT chega ao encontro com a estratégia de consolidar a unidade interna e ampliar a frente política que sustenta o projeto de continuidade do governo Lula.

A composição com Alckmin repete a aliança construída em 2022, quando antigos adversários políticos se uniram em torno de uma frente democrática que derrotou Jair Bolsonaro nas urnas. Quatro anos depois, a parceria entre PT e PSB será novamente apresentada ao eleitorado como uma aliança em torno da continuidade do projeto político liderado por Lula.

O PSB já oficializou a indicação de Alckmin para a chapa presidencial. A decisão foi tomada durante a convenção nacional do partido, realizada na última quarta-feira (29), em Brasília.

Convenção abre nova etapa da disputa


A oficialização da chapa ocorre em um momento decisivo do calendário eleitoral. As convenções partidárias começaram em 20 de julho e seguem até 5 de agosto, período em que as legendas definem oficialmente seus candidatos e alianças para as eleições de outubro.

Para o PT, o encontro deste domingo terá também caráter de mobilização. A partir da homologação da candidatura, o partido entra em uma fase de maior intensidade na preparação eleitoral, com a tarefa de levar para os estados e municípios a defesa do legado do governo Lula e das propostas para um eventual novo mandato.

A escolha de São Paulo para sediar a convenção também tem peso político. Além de ser o maior colégio eleitoral do país, o estado concentra uma das disputas mais relevantes de 2026 e ocupa lugar estratégico na organização da esquerda brasileira.

Em São Paulo, o PT terá o ex-ministro Fernando Haddad como candidato ao governo estadual, em uma chapa que conta com Márcio França (PSB) como candidato a vice. A composição reforça a estratégia de alianças entre as duas legendas também na disputa estadual.

Unidade para a disputa de 2026


A convenção nacional deverá servir ainda para reforçar a unidade do PT em torno da candidatura de Lula. O partido pretende apresentar a eleição de 2026 como uma escolha entre projetos para o país, colocando no centro do debate temas como desenvolvimento econômico, redução das desigualdades, geração de empregos, políticas sociais e fortalecimento da democracia.

Ao oficializar Lula e Alckmin, o PT também reafirma a disposição de preservar uma frente política ampla, construída a partir das eleições de 2022 e que reúne diferentes forças do campo democrático.

A partir de domingo, a candidatura que vem sendo construída ao longo dos últimos meses passa a ter sua homologação partidária. Para a militância petista, o encontro será um momento de mobilização nacional e de preparação para uma campanha que deverá colocar novamente em disputa diferentes projetos para o futuro do Brasil.

A convenção nacional do PT representa, assim, o marco oficial de uma nova caminhada eleitoral de Lula. O desafio colocado ao partido é transformar a força política construída pelo governo em mobilização social e eleitoral nos estados e municípios, mantendo a unidade da legenda e ampliando o diálogo com os diferentes setores que integram a frente de apoio ao presidente.