A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) realizou nesta segunda-feira (10) audiência pública para discutir a inclusão de conteúdos sobre a história, a geografia, a cultura, a economia, a literatura e as potencialidades do estado no currículo da rede pública estadual de ensino. A iniciativa foi proposta pelo deputado estadual Dr. Gil Carlos (PT), autor do Projeto de Lei nº 113/2026.
O debate reuniu representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec). A proposta prevê a inclusão dos conteúdos no Ensino Médio e nas turmas de Ensino Fundamental que ainda são mantidas pelo Estado.
Para Gil Carlos, conhecer a realidade local é parte da formação cidadã. “Precisamos conhecer o Piauí. Nossos estudantes, crianças e adolescentes precisam conhecer a nossa história, entender como o nosso estado foi formado, conhecer nossa geografia, cultura, economia e potencialidades”, afirmou.
O projeto busca aproximar os estudantes da realidade piauiense e fortalecer a identidade regional. Na justificativa apresentada à Alepi, o parlamentar destaca que o conhecimento sobre o patrimônio histórico e cultural do estado pode contribuir para a valorização das potencialidades econômicas, turísticas e sociais do Piauí.
A audiência também teve caráter consultivo. Gil Carlos afirmou que as contribuições de profissionais e gestores da educação serão utilizadas para aperfeiçoar o texto durante a tramitação na Assembleia. A expectativa é concluir o processo legislativo a tempo de permitir a aplicação da medida a partir de 2027.
“A ideia é aperfeiçoar o projeto a partir desse diálogo para que ele possa ser aprovado e, quem sabe, aplicado já em 2027”, disse.
Além da inclusão dos conteúdos, a proposta prevê iniciativas como festivais, feiras culturais, gincanas e oficinas para aproximar a comunidade escolar das manifestações culturais e da história do estado. O texto também contempla a possibilidade de parcerias para formação de professores e produção de material didático específico.
A proposta coloca o conhecimento da própria terra como instrumento de formação cidadã, valorização da identidade e fortalecimento do sentimento de pertencimento entre os estudantes.

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