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07/07/2025

Fábio Novo é eleito presidente do PT no Piauí e projeta partido forte para 2026

Deputado Fábio Novo é eleito presidente do PT - Piauí • Foto: Nassar Jadão

O deputado estadual Fábio Novo foi eleito, neste domingo (6), novo presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores no Piauí. A eleição, realizada em todos os 224 municípios, marcou a volta de Fábio ao comando do partido, cargo que ele já havia ocupado em 2008. Ele venceu o vereador de Teresina, Dudu Borges, consolidando-se como liderança de peso no cenário petista.

“Quero agradecer a tod@s os companheiros e companheiras dos 224 municípios que participaram dessa grande festa democrática. Estou pronto para trabalhar com energia, disposição e diálogo para fortalecer ainda mais o PT do Piauí”, declarou Fábio Novo em vídeo divulgado nas redes sociais, destacando a importância de unir todas as correntes internas em torno de um único projeto político.

Aliado próximo do governador Rafael Fonteles e do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, Fábio Novo assume a presidência estadual com a missão de preparar o partido para as eleições de 2026. Entre seus principais desafios estão garantir a reeleição de Fonteles ao governo, manter a maior bancada na Assembleia Legislativa — atualmente com 12 deputados — e preservar ou ampliar os quatro assentos que o PT possui hoje na Câmara Federal. Além disso, terá papel decisivo nas articulações em torno da escolha do candidato a vice-governador na chapa da reeleição.

A vitória estadual da corrente majoritária, Construindo um Novo Brasil (CNB), também reverberou na capital. Pela primeira vez, a CNB liderou a disputa em Teresina, embora o resultado ainda dependa do segundo turno para a presidência do diretório municipal, marcado para o dia 20 de julho.

No primeiro turno na capital, o vereador João Pereira (CNB) saiu na frente com 1.498 votos, superando o atual presidente, Cícero Magalhães, que obteve 1.397 votos — uma diferença apertada de apenas 101 votos. A terceira colocada, Nayara Costa, também da CNB, alcançou 295 votos e deve declarar apoio a João Pereira, fortalecendo sua candidatura para o segundo turno. Caso a vitória se confirme, será a primeira vez que a CNB comandará o diretório petista de Teresina.

Os números gerais em Teresina ficaram assim:

• João Pereira: 1.498 votos

• Cícero Magalhães: 1.397 votos

• Nayara Costa: 295 votos

• Fábio Novo: 1.671 votos

• Dudu Borges: 1.410 votos

A disputa na capital foi marcada por tensão até os últimos votos, com a diferença entre Magalhães e Pereira chegando a apenas 1,15% em determinado momento da apuração. Ao final, João Pereira consolidou sua vantagem com 101 votos de frente.

Com discurso de união e fortalecimento partidário, Fábio Novo sinalizou que pretende manter diálogo aberto com todas as forças internas, mirando não apenas as eleições de 2026, mas também a consolidação do PT como protagonista político no Piauí.

06/07/2025

PT reafirma democracia interna e escolhe nova direção

Foto: Nassar Jadão

Num domingo marcado pela vibração militante e pela confiança no futuro, o Partido dos Trabalhadores (PT) promoveu, neste domingo (6), o seu Processo de Eleições Diretas (PED), renovando as direções nacionais, estaduais e municipais da legenda. O evento, realizado simultaneamente em todos os estados e no Distrito Federal, reafirma o PT como o único partido do Brasil em que cada filiado tem direito a voto direto para escolher seus dirigentes — um exemplo vivo de democracia interna que há décadas faz história no país.

Em Teresina, a votação mobilizou militantes no tradicional Colégio Liceu Piauiense, enquanto, no interior do estado, urnas foram distribuídas em locais definidos pelos diretórios regionais. O processo permite que cada filiado exerça sua cidadania partidária em três instâncias: municipal, estadual e nacional. Além de escolher quem ocupará as presidências do partido, os eleitores também elegem delegados e delegadas que representarão as chapas nos congressos estaduais e nacional. As urnas foram fechadas às 17h.

Foto: Nassar Jadão

A eleição ocorre em um momento estratégico para o PT. Em entrevista exclusiva, o ministro Wellington Dias — ex-governador do Piauí e uma das maiores lideranças petistas — destacou que os novos dirigentes terão grandes desafios pela frente. Segundo Dias, o partido precisa não apenas organizar sua estrutura interna, mas também ajudar a reconstruir o Brasil, combater a fome e fortalecer as políticas públicas que melhorem a vida do povo.

“A responsabilidade do PT é enorme. Precisamos estar cada vez mais conectados com as pessoas, com as lutas do dia a dia, para que o Brasil continue avançando e superando desigualdades”, afirmou o ministro.

O PED 2025 renova a energia de uma legenda que, mesmo após mais de quatro décadas de trajetória, mantém viva a chama da participação popular e do compromisso com um Brasil mais justo. Para os petistas, o recado das urnas internas é claro: é hora de fortalecer a militância, construir unidade e seguir firme no combate à fome, às desigualdades e na defesa da democracia.

05/07/2025

PT apresenta projeto para reduzir jornada 6 x 1

Bancada de deputados federais do PT debatem projetos do fim da escala 6x1

Em um movimento histórico que reacende a chama da luta pelos direitos dos trabalhadores no Brasil, a Bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou o Projeto de Lei 3197/2025, que promete pôr fim à famigerada escala 6×1 e reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, sem corte de salários. A proposta é defendida com fervor pelo líder da bancada, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), e conta com respaldo de estudos que apontam a possibilidade de gerar até 8,8 milhões de empregos caso seja aprovada.

“Estamos diante de uma oportunidade histórica de devolver tempo de vida à classe trabalhadora brasileira”, afirmam os petistas na justificativa do projeto. Para eles, a tecnologia avança, a produtividade cresce, mas milhões de brasileiros seguem presos a jornadas extenuantes dignas do século passado. “Isso precisa mudar”, dispara Lindbergh.


O projeto derruba o regime 6×1 – que impõe trabalho de segunda a sábado – e estabelece carga horária máxima de 36 horas semanais, distribuídas de segunda a sexta-feira, com limite de 8 horas diárias. O texto também traz uma inovação crucial: passa a reconhecer o tempo de deslocamento como parte da jornada nos casos em que o local de trabalho seja de difícil acesso ou não conte com transporte público adequado.

Mais direitos, menos exploração

Lindbergh Farias deixa claro que não é necessário aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para extinguir a escala 6×1. Segundo ele, a Constituição Federal fixa apenas patamares mínimos de direitos, permitindo que leis ordinárias ampliem essas garantias. “A jornada 6×1 está na CLT, não na Constituição, e pode ser alterada por projeto de lei, desde que seja para beneficiar o trabalhador”, explica.

Inspirado em exemplos internacionais, como o Chile — que caminha para uma jornada de 40 horas até 2028 — e a Espanha — onde o governo subsidia empresas que adotam a semana de quatro dias — o projeto do PT quer libertar o Brasil das amarras do “tempo da máquina a vapor”.

“Os empresários sempre dizem que não há dinheiro para melhorar salários, mas os lucros batem recordes. Se a produtividade aumentou, por que os trabalhadores não podem trabalhar menos e viver mais?”, provoca Lindbergh, citando estudos do Dieese segundo os quais a redução para 40 horas geraria 3,6 milhões de empregos, enquanto a proposta de 36 horas poderia criar até 8,8 milhões de novas vagas, movimentando R$ 9,2 bilhões na massa salarial.

Proteção às mulheres e à saúde mental

Além do impacto econômico, o projeto do PT tem forte conteúdo social, destacando ganhos imensos para a saúde mental dos trabalhadores e para as mulheres, que historicamente carregam jornadas múltiplas. Dados alarmantes apontam que 72% dos brasileiros sofrem com estresse no trabalho e que, em 2022, mais de 209 mil pessoas foram afastadas por doenças mentais relacionadas às condições laborais.

“O sábado livre não é detalhe. É a diferença entre uma mãe conseguir levar o filho ao médico ou não”, sublinham os autores do projeto, enfatizando que muitas mulheres enfrentam jornadas duplas ou triplas entre o trabalho remunerado e os cuidados domésticos.

Novas regras para horas extras

O texto também endurece as regras para horas extras, limitando-as a 2 horas diárias e proibindo sua exigência de gestantes a partir do 6º mês de gravidez e de lactantes até seis meses após o parto. Empresas que ultrapassarem essa regra por mais de seis meses consecutivos terão obrigação de contratar novos funcionários proporcionalmente ao volume de horas extras exigidas.

Setores essenciais

Para setores que precisam funcionar 24 horas, como saúde e segurança, o projeto mantém a possibilidade de jornadas de 12×36 horas, mas condiciona sua adoção a negociação coletiva, revertendo a flexibilização da reforma trabalhista que permitia acordos individuais.

Com essa proposta, a Bancada do PT se coloca na linha de frente da defesa de um novo tempo para a classe trabalhadora brasileira. “Não podemos aceitar que o Brasil continue com uma jornada digna do século XIX. Chegou a hora de viver, e não apenas trabalhar!”, exclama Lindbergh, sinalizando que pretende dialogar com o governo federal para que o Executivo apresente proposta semelhante em regime de urgência constitucional.

Caso aprovado, o projeto tem potencial de entrar para a história como um dos maiores avanços trabalhistas desde a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). E, no campo político, promete esquentar o debate com setores empresariais que já se articulam para resistir às mudanças. Mas, para a bancada petista, não há mais tempo a perder: é hora de recolocar o trabalhador no centro do projeto de país.

04/07/2025

Limma mobiliza Alepi em defesa das rádios comunitárias


Com histórico de defesa da comunicação democrática, o deputado estadual Francisco Limma (PT) promoveu, nesta quinta-feira (3), uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) para discutir os desafios enfrentados pelas rádios comunitárias no estado. A iniciativa reuniu representantes de emissoras de diversas regiões, lideranças nacionais do setor e autoridades comprometidas com a causa.

A audiência foi presidida pelo líder do PT na Alepi, deputado Hélio Isaías, e marcou mais um passo do Partido dos Trabalhadores na luta pela democratização da comunicação e fortalecimento dos veículos comunitários. “Apesar de termos uma legislação desde 1998, o que vemos é que as normas funcionam mais como obstáculo do que como instrumento de legalização dessas rádios”, afirmou Limma, ressaltando a importância de trazer o tema ao plenário da Assembleia e à atenção da sociedade.


Limma destacou ainda a contribuição histórica de lideranças petistas como Wellington Dias e Assis Carvalho, que atuaram fortemente para garantir avanços à radiodifusão comunitária no Piauí. “As rádios comunitárias sempre foram fundamentais para dar voz às populações locais e ampliar o acesso à informação. Por isso, merecem atenção e respeito”, completou o parlamentar.

A proposição da audiência surgiu a partir de uma demanda apresentada por Limma à Coordenadoria de Comunicação do Governo do Estado, devido ao atraso no repasse de apoios culturais a emissoras comunitárias. Segundo ele, o diálogo com o setor é fundamental para construir soluções concretas e sustentáveis.

Mobilização nacional e cobrança por financiamento

Entre os participantes, o presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço Brasil), Geremias dos Santos, fez um apelo por maior organização e mobilização da categoria. Ele criticou os limites legais que impedem a viabilização econômica das rádios, como a proibição de anúncios e o alcance restrito a 1 km. “No sistema capitalista, não dá para existir sem financiamento. As rádios comunitárias precisam de estrutura, de profissionais e de política pública”, reforçou.

O professor da UESPI e dirigente da Abraço Brasil no Piauí, Orlando Berti, também chamou atenção para a urgência de articulação entre as rádios. “Elas vão acabar se continuarmos isolados nos municípios. Precisamos de unidade e apoio institucional para avançar”, alertou.

Outras vozes do movimento também denunciaram entraves burocráticos, falta de recursos e perseguições judiciais. O vice-presidente da Febrascon, Maurício Costa, criticou a morosidade dos processos no Ministério da Casa Civil e o despreparo de decisões judiciais que afetam o funcionamento das rádios. Já o presidente da Abraço Piauí, Ricardo Campos, citou casos de radialistas que aguardam há quase três décadas pela outorga oficial.

Propostas para o fortalecimento do setor

Entre as propostas concretas debatidas, está a inclusão das rádios comunitárias na Lei Orçamentária Anual do Estado de 2027. O radialista Paulo Henrique, da RadCom, sugeriu a criação de uma comissão para elaborar uma minuta de projeto de lei nesse sentido. A ideia já está sendo discutida por representantes do setor, como o comunicador Francisco Milanez, da Rádio Verona, que defende um modelo inspirado nas políticas adotadas nos estados da Bahia e do Ceará.

A audiência contou ainda com a participação da OAB-PI, representada pela advogada Jéssica Lima, da Comissão de Direitos Humanos, que colocou a entidade à disposição para apoiar programas federais de proteção a defensores de direitos humanos e radialistas ameaçados.

Com a iniciativa, Francisco Limma reafirma o compromisso do PT com a comunicação popular e a luta das rádios comunitárias por reconhecimento, financiamento e liberdade. “A mobilização continua. É nosso dever garantir que esses veículos sigam existindo e cumprindo sua função democrática”, concluiu o deputado.

Fonte: al.pi.leg.br

03/07/2025

Vinicius Nascimento fortalece agenda de desenvolvimento no Piauí


Deputado Vinicius Nascimento - PT • Piauí / Foto Isaías Macedo

O compromisso com o progresso do Piauí ganhou, nesta semana, capítulos importantes na Assembleia Legislativa, sob a liderança do deputado Dr. Vinicius Nascimento (PT). Mesmo em seu primeiro mandato, Vinicius tem se destacado como exímio articulador, conduzindo com maestria a tramitação de projetos fundamentais para impulsionar a qualidade de vida dos piauienses e abrir novos horizontes para o estado.

Atuante nas principais comissões da Casa, o parlamentar está plenamente alinhado à proposta de governança do governador Rafael Fonteles, cuja gestão tem se mostrado determinada a transformar os potenciais do Piauí em prosperidade concreta. É justamente essa sintonia que vem garantindo avanços relevantes no Legislativo.

Nesta semana, a ALEPI foi palco de intensos debates e análises técnicas de projetos nas áreas de Finanças, Administração, Meio Ambiente e Segurança Pública — temas que estiveram em pauta na Ordem do Dia e refletem a visão do governo de promover desenvolvimento sustentável e justiça social. Vinicius Nascimento acompanhou cada etapa das discussões, sempre defendendo soluções inovadoras capazes de impactar positivamente o dia a dia dos cidadãos.

O governador Rafael Fonteles, por sua vez, segue demonstrando compromisso inabalável com o futuro do estado, apostando em uma gestão moderna, ousada, responsável e voltada para o bem-estar e a inclusão. E encontra em Vinicius Nascimento um aliado incansável, capaz de traduzir na prática legislativa a agenda de transformações que o Piauí tanto espera.

Seja na articulação política, seja na análise minuciosa dos projetos, Dr. Vinicius vem imprimindo um novo ritmo à ALEPI, sinalizando que, sob a liderança de Fonteles, o estado está no caminho certo para consolidar-se como exemplo de desenvolvimento e justiça social.

02/07/2025

Piauí é referência nacional em transparência na segurança pública


Estado conquista nota máxima em todos os critérios

O Piauí acaba de conquistar mais um marco histórico na segurança pública! Durante a I Conferência de Segurança Pública iLab-Segurança 2025, realizada em Brasília, o estado brilhou ao ser reconhecido como o mais transparente do país na divulgação de dados sobre Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). O feito é fruto direto do compromisso do governador Rafael Fonteles em transformar o Piauí em um lugar cada vez melhor para viver, ser feliz e investir, e da atuação técnica e estratégica do secretário de Segurança, Chico Lucas, que tem conduzido com excelência a implementação das diretrizes de segurança do governo.

Com nota máxima (10) em todos os sete critérios avaliados, o Piauí se consolidou como referência nacional no tratamento responsável e qualificado das informações de segurança pública, de acordo com o estudo técnico apresentado pelo Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp). A comitiva piauiense, liderada por Chico Lucas, foi destaque no evento que reuniu autoridades dos Três Poderes, especialistas e representantes da sociedade civil.

Foram avaliados critérios como:

• Implementação do uso da sigla CVLI

• Registro de Mortes por Intervenção Legal de Agente do Estado (MILAE)

• Registro de Mortes por Causas Indeterminadas (MCI)

• Contagem de vítimas

• Registros por cidade

• Local da ação

• Data e hora da ação

Todos eles, implementados com 100% de eficácia!



O secretário Chico Lucas celebrou o resultado:

"Transparência é um pilar fundamental da segurança pública. Esse reconhecimento mostra que o Piauí não apenas registra os dados, mas os trata com responsabilidade e seriedade, sempre com clareza e foco na proteção da vida e na confiança da população."

A transparência dos dados é garantida através do Painel de Dados da DATASSP, uma plataforma inovadora desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI), que dá acesso público e qualificado às informações criminais do estado.

Para o delegado João Marcelo Brasileiro de Aguiar, gerente de Análises Estatísticas e Criminais da SSP-PI, o destaque do Piauí é reflexo de uma gestão orientada por ciência e compromisso com a vida:

“A SSP compreende que os dados de CVLIs não são apenas números, são também vidas perdidas. Por isso, devem ser tratados com o rigor científico adequado.”

Esse reconhecimento nacional é mais uma prova de que, com planejamento, compromisso e transparência, o Piauí segue avançando como referência em segurança pública no Brasil.

É o Governo Rafael Fonteles mostrando que cuidar da vida das pessoas é, também, garantir informação de qualidade e gestão eficiente!

Gil Carlos promove debate sobre fim da reeleição e reforma eleitoral


A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) foi palco, na última segunda (30), de um debate intenso sobre uma das mais relevantes mudanças em discussão no sistema político brasileiro: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12/2022, que pretende pôr fim à reeleição para cargos do Poder Executivo, ampliar os mandatos desses cargos para cinco anos e unificar todas as eleições em um mesmo período.

O evento foi proposto pelo deputado estadual Gil Carlos (PT), que ressaltou a importância do tema para o futuro da política nacional e estadual. “É fundamental que a sociedade e as lideranças políticas compreendam o que está em jogo com essa mudança, que pode transformar profundamente as disputas eleitorais e a dinâmica do poder no Brasil”, afirmou.

Relator da PEC no Senado, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) conduziu a exposição das mudanças previstas e ouviu questionamentos dos parlamentares e de representantes de entidades. O senador criticou o atual modelo, classificando-o como uma “deformação”, por adotar sistema proporcional com voto em candidatos e não em partidos, e por obrigar gestores a enfrentar eleições a cada dois anos, prejudicando o planejamento das administrações. “É exaustivo ter eleições de dois em dois anos. Isso faz com que a gestão perca o planejamento de médio e longo prazo”, destacou.

Um dos pontos debatidos foi o período de transição caso a proposta seja aprovada. Segundo Marcelo Castro, os eleitos pela primeira vez em 2026, para cargos de presidente ou governador, terão direito a uma única reeleição em 2030, última ocasião em que a reeleição será permitida. O mesmo ocorrerá para prefeitos eleitos em 2028.

A proposta, contudo, não encontrou consenso. O deputado estadual Evaldo Gomes (Solidariedade) posicionou-se contra o fim da reeleição, argumentando que governos bem avaliados devem ter a oportunidade de continuar. “Quem faz má gestão, não se reelege, como vimos aqui em Teresina. Acho incoerente o Senado poder ter várias reeleições e o prefeito ou o governador não terem esse direito”, criticou.

Outro tema central do debate foi a presença feminina na política. Marcelo Castro defendeu a necessidade de estabelecer mecanismos para ampliar a participação das mulheres nos parlamentos, destacando que o Brasil ocupa a 137ª posição mundial em representação feminina. Embora a definição de cadeiras obrigatórias para mulheres não esteja prevista na PEC 12/2022, o senador lembrou que essa questão está sendo tratada na reforma do Código Eleitoral atualmente em análise no Senado. “Temos mais de 700 municípios que não têm sequer uma mulher vereadora”, ressaltou. A advogada Ívilla Araújo, representante da OAB, concordou com a ação afirmativa, mas defendeu mecanismos que garantam não só o ingresso, mas também a permanência das mulheres na política. Ela também expressou ceticismo quanto à viabilidade de mudanças tão profundas no atual contexto social, econômico e político.

Preocupações sobre a logística e a qualidade do debate eleitoral em caso de unificação das eleições também foram levantadas pelo juiz José Maria de Araújo Costa, do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí. “Como vamos ter a divulgação de ideias e o debate político em torno de tantas candidaturas ao mesmo tempo?”, questionou, destacando as dificuldades operacionais de organizar uma eleição tão ampla em um único pleito.

A PEC 12/2022 já foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado e aguarda votação em plenário. O encontro na Alepi, que contou com expressiva presença de parlamentares estaduais, foi mais um capítulo do debate sobre o futuro do sistema eleitoral brasileiro, tema que promete esquentar o cenário político nos próximos meses.