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15/06/2022

Por que o PT é contra o plano do governo para os combustíveis?




Somos historicamente favoráveis à redução da tributação sobre bens e serviços essenciais no bojo de uma reforma tributária progressiva que tribute a renda, o patrimônio e a riqueza, preservando o financiamento daquilo que é básico para a população – saúde, educação e segurança.

Mas no afã de viabilizar sua recondução, Bolsonaro ilude o povo, tentando baixar os preços dos combustíveis às custas de serviços públicos. Não podemos concordar com a falta de coragem do governo Bolsonaro em mexer com os interesses de quem lucra alto com a crise brasileira.


 

25/05/2022

Petistas cobram informações sobre acordo entre Bolsonaro e Elon Musk

Deputado Nilto Tatto. Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados



Preocupado com anúncio de Bolsonaro no último dia 20 de maio, sobre a “parceria” entre o governo federal e o bilionário Elon Musk, dono das empresas SpaceX, Starlink e Tesla para tratar do programa Conectividade e Proteção da Amazônia, o líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores, deputado Reginaldo Lopes (MG), protocolou junto ao Ministério das Comunicações, requerimento de informação em que solicita esclarecimento do governo sobre a referida parceria.

“O Parlamento brasileiro precisa cumprir com vigor seu papel fiscalizatório em relação a tema tão sensível e estratégico”, argumenta o líder do PT.

Para Reginaldo Lopes essa “parceria” do governo Bolsonaro com o magnata sul-africano Elon Musk “precisa ser veementemente escrutinada e, por que não, denunciada, já que, aparentemente, pode se tratar de um grave acordo com objetivo de venda e possível vazamento de dados estratégicos da Amazônia”, afirma o parlamentar.

Lopes quer saber também se há previsão de utilização de recursos públicos no programa e quais análises técnicas embasaram o anúncio da parceria. “Há previsão de utilização de recursos públicos? Em qual montante? Já existe a devida previsão orçamentária?”, questiona.

O deputado argumenta que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) faz um trabalho de excelência no monitoramento da Amazônia, e questiona “o que justifica o recurso a uma empresa privada, estrangeira, para atuação em setor tão crítico e estratégico como esse?”.

“Qual o conteúdo exato da parceria anunciada, especificamente no que se refere aos temas da conectividade das escolas e do monitoramento via satélite na região da Amazônia?”, quer saber também o deputado Reginaldo Lopes.

O parlamentar questiona ainda sobre qual seria a relação entre “a intensa aproximação do governo Bolsonaro e das empresas de Elon Musk” e as “celebrações” do presidente sobre a possível compra do Twitter pelo bilionário.

Segundo Reginaldo Lopes, não há, até o momento, nenhuma sólida informação pública sobre do que se trata exatamente o tal acordo. Para ele, quando se fala em soberania, não se deve se preocupar tão somente com riquezas minerais contidos no solo, nas águas ou com a garantia de fronteiras brasileiras.

“Não temos mais que proteger só o petróleo, as reservas minerais e aquíferas, as nossas florestas e o ar que respiramos. Temos que proteger outra riqueza que, como o ar que respiramos, é intangível. Mas que faz parte da soberania nacional. São os dados que armazenamos sobre as nossas riquezas, sobre os nossos cidadãos, sobre as nossas empresas: este é um patrimônio intangível”, reitera Lopes.

Deputado Merlong Solano.
Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados
Com o mesmo objetivo, o deputado Merlong solano (PT-PI) apresentou na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), um requerimento de convocação do ministro das Comunicações, Fábio Faria, para prestar esclarecimentos a respeito da parceria, anunciada no último dia 20 de maio, entre o governo Bolsonaro e Elon Musk.

Segundo o deputado, a Comissão precisa urgentemente buscar compreender e questionar, com extrema atenção, o “acordo” anunciado, no último dia 20 de maio, entre o governo brasileiro e o bilionário sul-africano Elon Musk, dono das empresas SpaceX, Tesla e Starlink.

“Eles anunciaram o lançamento de um programa de internet via satélite que pretende conectar 19 mil escolas em áreas rurais e promover um monitoramento ambiental “mais tecnológico” na Amazônia. Diante do vago anúncio, há uma série de questões graves ainda em aberto”, argumenta Merlong Solano.

Fonte: PT na Câmara

21/04/2022

Lagoa de São Francisco se transforma no modelo petista de gerir cidades




Desde sua campanha para prefeito de Lagoa de São Francisco, João Arilson, se comprometeu em fazer de sua gestão um modelo de incentivo a agricultura familiar, afinal, essa era sua origem. Como militante da Obra Kolping, Arilson sabia exatamente como e onde investir para que esse ramo comercial ajudasse a alavancar a economia de sua cidade.

Logo no início da gestão se comprometeu com os pequenos agricultores em adquirir tudo que a prefeitura comprava como alimentos da produção local; com essa atitude a cidade foi abastecida com produtos orgânicos e os pequenos agricultores começaram a ter uma renda fixa.

Agora chegou a hora de mostrar para o mundo o resultado dessa política de incentivo; a prefeitura está realizando sua 3ª feira da agricultura familiar. O evento acontece justamente no dia do trabalhador, e contará com uma vasta programação cultural.

Venha conhecer o modelo petista de governar de Lagoa de São Francisco.

12/04/2022

Rafael Fonteles participa de encontro promovido por Florentino Neto


Onde houver ódio, que eu leve o amor

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão

Onde houver discórdia, que eu leve união

Onde houver dúvida, que eu leve a fé”


Foi citando a oração de São Francisco que, Rafael Fonteles, concluiu sua fala nesse sábado(9), durante o lançamento da pré-candidatura a deputado federal do ex secretário de saúde, Florentinho Neto.

Rafael falou também que esta campanha será marcada pela disseminação de mentiras e ódio, por parte da oposição, mas que estará preparado para rebater tudo com a firmeza de quem tem propostas e serviços prestados pelo Piauí.

O lançamento da pré- candidatura, que chegou a sofrer alteração de local , por conta de um evento que a prefeitura de Parnaíba inventou de última hora, ao lado do Igara Clube, inicialmente escolhido. Mesmo com essa mudança de última hora, o que podemos constatar foi uma verdadeira consagração do nome de Florentino como pré-candidato a deputado federal. Um verdadeira multidão vinda de todas as regiões do Piauí estiveram presentes para se confraternizar com nosso valoroso companheiro.

05/03/2022

Íntegra do discurso de Lula na Câmara dos Deputados do México


Foto: Site Lula



O ex-presidente Luiz Inácio da Silva discursou hoje (3) na Câmara dos Deputados do México, onde se encontra em visita esta semana.

Leia íntegra do discurso:

“Há 12 anos, lideranças de 32 países da nossa região se reuniram aqui no México para um encontro histórico, que resultou na fundação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.

A criação de uma comunidade voltada para a integração e o desenvolvimento regional havia sido decidida num encontro em 2008, na Costa do Sauípe, no Brasil. Foi a primeira vez que nossos países se reuniram sem qualquer tipo de tutela estrangeira.

Além de um importante passo para a conquista da nossa soberania, a criação da Celac representou também mais uma prova da extraordinária vocação dos seres humanos para superarem diferenças e cooperarem uns com os outros.

Nós, latino-americanos e caribenhos, somos 650 milhões de seres humanos. Temos nossas diferenças socioeconômicas, geopolíticas e culturais. Falamos diferentes idiomas. Mas ainda assim nos entendemos. E escolhemos viver em paz.

É sempre importante ressaltar essa nossa opção pela convivência harmônica, sobretudo no momento em que assistimos ao desenrolar de mais uma guerra, desta vez no Leste Europeu, envolvendo a Rússia, os Estados Unidos e a Ucrânia.

Mais um momento na história da humanidade em que países tentam resolver suas diferenças por meio de bombardeios e tiros de fuzis e metralhadoras. Quando poderiam resolvê-las numa mesa de negociação, sem derramar uma gota de sangue.

É inadmissível que em plena segunda década do século 21 alguns líderes insistam em se comportar como nossos antepassados da pré-história, quando não existia diplomacia e a única lei em vigor era a lei do mais forte.

É inadmissível que um país se julgue no direito de instalar bases militares em torno de outro país. É absolutamente inadmissível que um país reaja invadindo outro país.

Guerras não levam a nada, a não ser à morte, destruição, miséria e fome. A história é a melhor professora que existe. Mas os seres humanos se comportam como maus alunos, ignorando as lições do passado.

Trilhões de dólares foram gastos em guerras recentes, antes e depois do 11 de setembro, no Oriente Médio e mesmo na Europa. Quantia suficiente para eliminar a fome no mundo e preparar o planeta para lidar melhor com as mudanças climáticas.

No entanto, essa fortuna foi usada para causar a morte direta de milhões de pessoas, no Iraque, Afeganistão, Síria, Iêmen, Paquistão e nos países que formavam a antiga Iugoslávia.

Sem contar as mortes indiretas, provocadas pela destruição dos sistemas de saúde, dos abastecimentos de água e outros serviços essenciais à sobrevivência humana. E sem contar a migração forçada de milhões de famílias, que, caso consigam sobreviver, se tornarão vítimas da extrema pobreza e da xenofobia em outros países.

E com tantas guerras e tantos trilhões de dólares, o mundo não se tornou um lugar mais seguro e melhor para se viver. Muito pelo contrário.

Cada míssil de milhares ou milhões de dólares disparado contra uma população civil, seja na capital de um país ou na aldeia mais remota, traz em seu rastro a triste certeza de que parte da humanidade insiste em caminhar para a autodestruição.

Meus amigos e minhas amigas.

Eu me lembro quando o presidente Bush tentou convencer o Brasil a apoiar a invasão dos Estados Unidos ao Iraque. Eu respondi a ele que a única guerra que interessava ao Brasil era a guerra contra a fome. Que o nosso campo de batalha era onde houvesse um único brasileiro impossibilitado de fazer três refeições diárias.

Se o presidente Putin tivesse pedido meu apoio para invadir a Ucrânia, eu diria a ele a mesma coisa. Sou e serei contra todas as guerras e contra toda e qualquer invasão de um país por outro país, seja no Oriente Médio, na Europa, na América Latina, no Caribe, na África, em qualquer lugar do planeta. Defendo e defenderei até o fim a paz e a soberania de cada nação diante de agressões externas.

A humanidade precisa entender que a única guerra verdadeiramente justa é a guerra contra a desigualdade. E no entanto, alguns seres humanos em posição de poder fazem de tudo para produzir ainda mais desigualdade e mais sofrimento.

Enquanto bilionários fazem turismo no espaço, aqui embaixo, na Terra, 900 milhões de homens, mulheres e crianças não têm o que comer. E foi contra a desigualdade e a fome que nós lutamos no Brasil desde o primeiro dia do meu mandato na Presidência da República.

Sem disparar um único tiro, nós vencemos a guerra que todos diziam ser impossível. E em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU pela primeira vez em sua história.

Em apenas 13 anos de governos do Partido dos Trabalhadores, fizemos uma revolução pacífica no nosso país. Conjugamos desenvolvimento com inclusão social, estabilidade econômica, respeito pleno ao Estado de Direito, aos direitos humanos e às liberdades individuais e coletivas.

Governamos para todos, mas construindo políticas públicas voltadas especialmente para os mais pobres. Garantimos a todos os brasileiros o direito de fazer no mínimo três refeições por dia.

Retiramos 36 milhões de pessoas da extrema pobreza. Geramos 20 milhões de empregos, com todos os direitos trabalhistas garantidos. Aumentamos o salário mínimo em 74% acima da inflação.

Elevamos o Brasil à sexta economia do mundo. Pagamos nossa dívida externa e emprestamos dinheiro ao Fundo Monetário Internacional.

Adotamos uma política externa ativa e altiva. Fortalecemos o Mercosul, ajudamos a criar a UnaSul, a Celac, o G-20 e os BRICS, juntamente com Rússia, Índia, China e África do Sul. Participamos ativamente de reuniões do G8, juntamente com o México.

Transformamos a Petrobras numa das maiores companhias não só de petróleo, mas de energia do mundo. Fizemos do Pré-Sal o nosso passaporte para o futuro, determinando que as riquezas extraídas das profundezas do oceano fossem destinadas sobretudo à educação.

Reduzimos em 80% o desmatamento da Amazônia. Cumprimos nosso compromisso de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, contribuindo para minimizar os efeitos do aquecimento global.

Investimos fortemente em fontes alternativas de energia – solar, eólica e de biomassa. Temos hoje uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

Fomos o governo que mais criou universidades públicas na história do Brasil, abrindo as portas do ensino superior sobretudo para jovens pobres e negros da periferia. Pela primeira vez, o filho do trabalhador conquistou a oportunidade de se formar no ensino superior.

É com muita felicidade que vejo o México travar essa mesma guerra justa contra a desigualdade e a fome, e, em apenas quatro anos, conquistar importantes vitórias.

A luta contra a desigualdade é um caminho sem volta, que, além do México, está sendo trilhado hoje também pela Argentina, o Peru, o Chile, a Bolívia e Honduras, com seus governos progressistas.

Infelizmente, diante de nossas conquistas, a elite brasileira reuniu seus exércitos no parlamento, no judiciário e na mídia para desferir o golpe de 2016 contra a democracia. A presidenta Dilma Rousseff – primeira mulher a conquistar a Presidência do Brasil –, foi deposta sem que houvesse cometido um único crime.

Fui vítima do lawfare e de uma campanha midiática de difamação sem precedentes. Sofri 580 dias de uma prisão política, sem nenhuma prova de qualquer crime cometido, como hoje está fartamente comprovado. Fui impedido de disputar as eleições presidenciais, nas quais eu era o favorito para vencer em primeiro turno.

O resultado do golpe contra a democracia foi a eleição de um governo de extrema-direita, que em menos de quatro anos devolveu o Brasil a um passado que julgávamos superado para sempre.

Assistimos hoje à volta de flagelos como desemprego, fome, destruição dos direitos trabalhistas, devastação do meio ambiente, desrespeito aos direitos humanos e às minorias, ataques à democracia e entrega de nossas riquezas aos estrangeiros – inclusive o Pré-Sal.

As consequências da ascensão da extrema direita no Brasil são os cerca de 650 mil mortos pela covid, os 14 milhões de desempregados, e os 116 milhões de brasileiros que sofrem algum grau de insegurança alimentar, de moderada a muito grave. Pessoas que só conseguem comer uma vez por dia. E pessoas que simplesmente não têm o que comer.

Como se não bastasse, o atual governo vem destruindo as nossas boas relações com a América Latina e o resto do mundo. Fez, inclusive, com que o Brasil se retirasse da Celac, com o objetivo de enfraquecer esse importante organismo de cooperação entre nossos países.

E eu quero agradecer e prestar uma homenagem ao México e ao presidente López Obrador, que tem feito todos os esforços para manter a Celac forte e soberana.

Podem estar certos de que muito em breve o Brasil estará de volta à Celac e ao convívio democrático e harmônico com a América Latina, o Caribe e o resto do mundo.

Os bons ventos voltam a soprar sobre a nossa região. E tudo faremos para que, a partir do primeiro dia de 2023, o Brasil também volte a trilhar o caminho do desenvolvimento com inclusão social e combate a todas as formas de desigualdade.

Mas de nada adianta construirmos uma ilha de prosperidade cercada por um mar de pobreza, infelicidade e injustiça. Queremos uma América Latina unida, desenvolvida, inclusiva e soberana, e estamos prontos para construí-la, lado a lado com o México.

Temos uma dívida de gratidão para com o México, que no passado mais sombrio ousou conceder asilo a brasileiros, chilenos, argentinos e demais vítimas das ditaduras militares da América Sul. E que continua acolhendo exilados políticos, a exemplo do ex-presidente Evo Morales, por ocasião do golpe na Bolívia.

Quero cumprimentar o presidente López Obrador pelos esforços em conceder asilo político no México ao jornalista e ativista Julian Assange, perseguido por divulgar documentos sigilosos do governo dos Estados Unidos, referentes a atrocidades cometidas durante as invasões do Afeganistão e do Iraque.

Não por acaso se diz que, numa guerra, a primeira vítima é a verdade. Por ousar revelar a verdade, Assange tonou-se ele próprio uma vítima da guerra.

Meus amigos e minhas amigas.

O México será sempre uma peça-chave para a resistência cultural e a integração da América Latina. Nos encanta a todos o esforço de seu país para manter viva a extraordinária riqueza cultural das civilizações pré-colombianas, e para reverenciar suas raízes históricas.

Queremos fortalecer cada vez mais nossas relações bilaterais, estreitar parcerias econômicas, tecnológicas e culturais.

Brasil e México lutarão juntos pela construção de um mundo multipolar, livre das hegemonias de quem quer que seja. Precisamos de uma nova governança global, na qual todos os países tenham voz, e nenhum tenha direito a veto.

As grandes potências precisam entender que não queremos ser inimigos de ninguém. Não interessa a nós, nem ao mundo, uma nova guerra fria envolvendo Estados Unidos, China ou Rússia, arrastando o planeta inteiro a um conflito que pode colocar em risco a própria sobrevivência da humanidade.

Não somos inimigos de ninguém. Mas tampouco estaremos ao lado dos que escolhem a guerra em vez do diálogo, o ódio em vez do amor, a morte em vez da vida. Seremos sempre aliados dos que lutam pela construção de um mundo mais fraterno.

Somos independentes e livres para escolher o melhor caminho para o desenvolvimento de nossos povos. E esse caminho passa pela paz.

A Terra é fértil e generosa. Há espaço para todos plantarem, colherem e viverem em paz e com dignidade. Ninguém precisa ser mil vezes mais poderoso ou 1 milhão de vezes mais rico do que ninguém.

O ser humano tornou-se a espécie mais evoluída do planeta graças à nossa extraordinária capacidade de cooperarmos uns com os outros.

Mas ao mesmo nos tornamos também os predadores mais ferozes, hábeis na fabricação de armas capazes de destruir várias vezes o planeta, quando na verdade só existe um planeta, e é este em que vivemos.

Precisamos escolher o que queremos ser. A espécie que coopera e prospera, ou aquela que, movida pelo ódio e pela ganância, destrói tudo à sua volta.

Seres humanos não podem ser inimigos de outros seres humanos, nem das demais espécies que habitam o planeta, muito menos do planeta em si.

Precisamos de um planeta saudável, livre das tragédias provocadas pelas mudanças climáticas, pelas guerras e pela desigualdade. Queremos viver em paz, e acreditamos que o amor será sempre maior que o ódio.

Somos movidos à esperança. E, como escreveu o prêmio Nobel Octavio Paz, “Quien ha visto la esperanza no la olvida. La busca bajo los cielos y entre todos los hombres.”

Um grande abraço, com muito amor e esperança.”

*Assista na integra o discurso do ex presidente Lula no México => Lula ao vivo no México

20/02/2022

O legado do PT para o Piauí


Até 2002 o Piauí contava apenas com 166 cidades com o ensino médio público, isso significa que uma grande parte da juventude do estado não tinha acesso à educação. Algo que pode ser considerado uma tragédia.

A educação no Piauí tem avançado graças ao empenho da gestão petista, e podemos citar como legado: A universalização do ensino médio.

Foram construídas novas escolas, inclusive na zona rural dos municípios, capacitado os docentes que já estavam no quadro e contratado, através de concurso público para novos professores. investimento feito para poder oferecer à juventude não apenas educação, mas também um futuro mais digno.

Hoje já contamos com jovens que concluíram o ensino médio em colégios da zona rural, ingressaram no ensino superior, concluíram no próprio município e transformaram-se em mão de obra extremamente qualificada a disposição da cidade que nasceram.

Esse é o modo petista de governar.

14/02/2022

O futuro que Ciro Nogueira anuncia já é pesadelo hoje



Deputado Federakl Merlopng Solano
PT •Piauí
Em artigo que assinou no Correio Braziliense, Ciro Nogueira afirma: “Não vamos escolher um presidente, vamos escolher um futuro”. Mesmo com tantos anos de leitura, tenho dificuldade de lembrar de uma frase tão desprovida de conteúdo quanto essa. Fico pasmo e não sei avaliar se resulta de incompetência ou de má fé.

Imaginemos o que teria acontecido se os ingleses, seguindo essa máxima “ciriana”, em vez de levar Winston Churchil de volta para o comando da nação para enfrentar Hitler, tivessem optado por permanecer com os frouxos do Partido Conservador de Chamberlain que permitiram o empoderamento do ditador alemão. E se os norte-americanos, em lugar de Franklin Delano Roosevelt, tivessem optado por alguém ao estilo de Donald Trump. Talvez estivéssemos todos sob o julgo do nazismo ou então mortos.

Saindo de um ministro de Estado, mesmo que escrita por assessor, é estarrecedor que se desconheça a relação entre as altas funções do presidente da República e a condução da nação, especialmente em momentos de graves crises. A concepção e execução de políticas capazes de retirar o Brasil da crise ou aprofundá-la passa necessariamente pela capacidade do presidente escolher sua equipe de ministros e de coordenar seu trabalho, definindo as prioridades.

Com Bolsonaro, já vimos o que sua vontade amalgamada com sua incompetência é capaz de resultar ao Brasil. Pela sua vontade e também por suas omissões, cresceram o acesso a armas, a proliferação de mentiras e de intolerância nas redes sociais, o desmatamento, a fome, o desemprego, os preços dos alimentos, do gás de cozinha, da gasolina e do diesel, da energia elétrica etc.

A triste chaga de mais de 630 mil mortes pela covid tem a marca indelével do presidente, que se recusou a comprar vacinas no tempo certo, que desestimulou a vacinação e que sempre boicotou as medidas preventivas. É um genocida assumido e parte da elite não admite isso em função do interesse de amealhar mais alguns bilhões de dólares para suas empresas e fortunas pessoais. Afinal, para os super ricos, a atual condução da economia e do País vai muito bem.

Por outro lado, o orçamento da União revela bem o que não é prioridade do governo atual. O OGU consagra a redução dos recursos para educação, saúde, ciência e tecnologia, meio ambiente, cultura, agricultura familiar; arrocho salarial pela via da correção do salário mínimo apenas pela inflação; e por aí vai.

O ministro fala em quebra da Petrobras no governo do PT, demonstrando que é adepto convicto da mentira como método de disputa política. Bem ao contrário, foi justamente em nossos governos que a Petrobras foi alçada à condição de player internacional de primeira grandeza, capaz de disputar e até superar as grandes petroleiras do mundo.

Com recursos e tecnologia próprios, a empresa mapeou o pré-sal em 2006 e já em 2010 iniciou sua exploração. O resultado é que o Brasil conquistou autonomia em produção de óleo bruto, tornando-se inclusive grande exportador desse produto, e ao mesmo tempo aumentou sua capacidade de refino de modo a produzir aqui mesmo 80% dos derivados de petróleo que consumimos.

A fantástica dimensão do pré-sal levou o Brasil à condição de sétimo maior produtor de petróleo do mundo e criou oportunidades de geração extraordinária de recursos financeiros e tecnológicos. Numa visão de mercado, como a defendida pelo atual governo, esses recursos devem ser apropriados apenas pelos acionistas e pelas petroleiras. Na visão do PT – e isto explica parte do golpe de 2016 – boa parte dessa riqueza extraordinária e finita deve ser colocada a serviço da nação.

Nossos governos adotaram o modelo de contrato de partilha da produção no pré-sal em vez dos contratos de concessão, conforme a Lei n⁰ 12.351 de 2010. Os contratos de partilha da produção destinam à União parte significativa do recurso extra do pré-sal e, como parte da visão estratégica de colocar o petróleo finito a serviço de investimentos estratégicos para o Brasil, essa mesma lei criou o Fundo Social que destina 50% desses recursos para a educação e saúde. Recursos que estavam viabilizando, por exemplo, a expansão da escola pública de tempo integral.

Com o golpe e os governos Temer e depois Bolsonaro, tudo isso caiu por terra. Assim, nada de novos contratos de parceria; nada de exigência de conteúdo nacional nas compras da Petrobras, que incentivava a indústria naval nacional; nada de recursos do petróleo para a educação. E, por último, a dolarização dos preços dos combustíveis, garantido super lucros que são apropriados apenas pelos acionistas, num modelo em que o pobre e a classe média têm que se sacrificar ao comprar gás de cozinha e gasolina para poder aumentar a taxa de lucro dos acionistas da bolsa de Nova Iorque.

Esse “futuro” já é presente no Brasil e beneficia apenas 1% da população, os super ricos. Esse “futuro” já é presente sob Bolsonaro, e não há nada que não possa piorar com ele e sua turma no poder por mais quatro anos.

Merlong Solano é deputado federal PT-PI