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16/01/2014

Os desafios do "BLOCÃO" • Por Sérgio Fontenele

Passado o momento inicial de impacto, provocado pela enorme pirotecnia em torno da provável pré-candidatura do deputado federal Marcelo Castro (PMDB) a governador do Estado, começam a ficar mais nítidos os desafios a serem enfrentados pelo “Blocão”. Além da incômoda situação de estar associado à ideia de retomada ou reorganização das forças políticas consideradas historicamente mais retrógradas, as famigeradas oligarquias, com roupagem contemporânea, o projeto eleitoral do governo já nasce com uma dúvida pairando sobre si.

Quem, de fato, será o candidato ao Palácio de Karnak? A dúvida se justifica pela simples constatação de que há, no mínimo, uma indefinição importante no aparentemente perfeito esquema de governo, que hoje contaria com 17 partidos. Pode-se considerar, primeiramente, o desconforto interno entre aqueles partidários de Marcelo e os seguidores do vice-governador Antônio José de Moraes Souza Filho (PMDB), o Zé Filho, que deverá assumir o Governo do Estado no próximo dia 1º de abril.

Marcelo parecia ávido e exultante, num primeiro momento, diante da possibilidade de realizar o sonho de ser governador. Mas apesar de todo o esforço de Wilson Martins, para demonstrar que foi consensual – e consentida por Zé Filho – a suposta definição em torno do nome do candidato, está claro que o vice-governador peemedebista ainda não digeriu a escolha do esquema oficial. Anunciando que reservaria alguns dias para “pensar”, Zé Filho saiu de cena, gerando ainda mais expectativa sobre o que fará, na hipótese de assumir o governo.

Humildade X Tentação

Apesar da propalada “humildade” e “desprendimento” de Zé Filho, em favor da candidatura de Marcelo, resistirá o vice à tentação de lançar sua candidatura à reeleição, depois que empunhar a mais poderosa caneta do Piauí? Quem mesmo será o candidato a governador do “Blocão”? Marcelo Castro ou Zé Filho? Poderá ser o ex-prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (PSDB), ex-candidato a governador, derrotado em 2010, por este mesmo bloco? Todas essas dúvidas deverão perdurar até março deste ano.

Tais indefinições fragilizam, em sua origem, os planos de manutenção do poder político-administrativo no Estado. O público-alvo em questão, ou seja, o potencial eleitorado da chapa majoritária do “Blocão” pode não estar seguro quanto ao nome, muito menos quanto à unidade do esquema situacionista. E isto é um dificultador do ponto de vista da realização do sonho de Wilsão e companhia, que terão pela frente um fortíssimo candidato a governador, líder disparado em todas as pesquisas, ainda a registrar a tendência de vitória de Wellington Dias no primeiro turno.

*Sérgio Fontenele é jornalista e assessor parlamentar 

10/01/2014

Senador Wellington Dias denuncia rede de intriga contra PT e aliados

Senador Wellington Dias

Senador Wellington Dias denuncia rede de intriga contra PT e aliados


O senador Wellington Dias (PT) denunciou hoje que está havendo uma rede de intrigas com o intuito de minar a candidatura do partido ao governo do Estado. 

Segundo Wellington Dias, os adversários começaram uma campanha com notas anônimas, fofoca e difamações, com o intuito de comprometer as relações do partido com forças aliadas.

"Comparo a situação atual como uma partida de futebol. Não há nada decidido, ainda estamos na preliminar", declarou o parlamentar.

07/01/2014

Assis Carvalho diz que Blocão não amedronta o PT






O deputado federal Assis Carvalho (PT) disse, nesta terça, 07, que a formação de um 'blocão', liderado pelo PSB, PMDB e PSDB ,contra o pré-candidato petista, Wellington Dias , não amedronta o partido. "Em 1994 formou-se um blocão contra Mão Santa e ele ganhou a eleição. Em 2002 também foi feito um 'blocão' e aí Wellington Dias terminou ganhando a eleição" argumenta. 

Ele afirma que até abril, se o governador Wilson Martins se afastar para ser candidato a senador, o cenário será um. Se não se afastar, o cenário mudará totalmente. "Caso ele saia, quem vai coordenar a eleição é quem ficará no governo, porque ninguém é maluco de ficar no governo e entregar a eleição para outro, isto não existe. Portanto, não adianta discutir como se as eleições fossem em abril, porque, de fato, ela só acontecerá em outubro", declara Assis. 

"Foi muito ruim para o Governador Wilson Martins ter antecipado o jogo eleitoral, quando em junho do ano passado, em São João do Piauí, na terra da ex-primeira dama, Rejane Dias, ele lançou o processo eleitoral, comunicando para várias lideranças que não apoiaria o Wellington Dias, excluindo-o de qualquer acordo. O que Wellington podia fazer? era ficar isolado? tinha que procurar alianças", afirmou o deputado Assis Carvalho. 

Sobre a declaração do governador Wilson Martins de que mesmo ficando no governo poderá apoiar o candidato do PMDB, Assis Carvalho disse que não entrará nessa seara se Wilson fica ou sai. "O que digo é que se a decisão dele for de ficar na cadeira de governador não tem nenhuma possibilidade do presidente nacional do PSB (Eduardo Campos) aceitar que um governador, que já se sacrificou para ficar no mandato, dar um palanque para um opositor que será Dilma, como candidata do PT e do PMDB. Se ele ficar, será obrigado a bancar um candidato do seu partido(PSB).  

Um pergunta clara: Será que Michael Temer vai aceitar o seu partido no Piauí votar no seu opositor?. Toda essa matemática ainda está longe de ser fechada", disse Assis.

Questionado sobre porque o PT não saiu do governo ainda em junho, quanto o governador disse que não apoiaria Wellington Dias, Assis afirmou; "O PT tem compromisso administrativo com o governo que ajudou a eleger. Nós não entramos no governo de favor, nós entramos pela porta da frente, o PT foi o partido que deu mais votos para Wilson Martins. Nós demos 300 mil votos de deputado estadual, o PMDB deu uns 250 mil e os outros abaixo disto".

Relatório da Alepi aponta Rejane como a deputada mais atuante

O relatório das atividades da Assembleia Legislativa em 2013 aponta a deputada estadual Rejane Dias (PT) como a mais atuante em número de proposições. Ao todo, foram 111 ações, entre projetos, indicativos e requerimentos. Praticamente todos foram aprovados em plenário.

Rejane apresentou um total de 22 projetos e 88 requerimentos. Em segundo, ficou a também petista Flora Isabel (PT) que apresentou 18 projetos e 67 requerimentos.

Entre os projetos estão: o que permite o uso de precatórios para a aquisição de imóveis; aumenta para 26 anos a idade para imunização obrigatória contra HPV; determina a reserva de 10% das vagas nos contratos de estágios e de empresas terceirizadas para pessoas com deficiência e o que institui gratuidade por três meses no transporte público para trabalhadores desempregados.

Rejane Dias também requereu cinco audiências públicas e realizou audiências no interior para discutir a implantação do projeto de Estatuto da Pessoa com Deficiência, que deve ser apresentado no início dos trabalhos em 2014. Em 2013 a parlamentar também concluiu o relatório da Frente Parlamentar de Políticas Públicas Sobre Drogas, que compila informações sobre a situação das drogas no Estado e sugestões para se atacar cada problema observado.

06/01/2014

“O tempo da ameaça, da tratorada e da chibata, passou!”, afirma Wellington Dias

Senador Wellington Dias durante entrevista para TV Antena 10

Em resposta a afirmação de Wilson Martins que ficando no governo elege quem quiser


“Tudo combinado com o povo? Eu não ousaria dizer isso, nas eleições tem que ter muita humildade. Esse tempo da ameaça, da tratorada e da chibata, passou”. 


A frase foi dita pelo senador Wellington Dias, em entrevista no programa Bancada Piauí, da Antena10, ao ser questionado sobre supostas afirmações de Wilson Martins que teria comentando que, se ficar no governo, elegeria o governador, o senador, 20 deputados estaduais e os federais.

Sobre a entrega dos cargos

Wellington fez um breve histórico das eleições no Piauí desde 2000. Citou que Wilson Martins foi oposição no início do seu governo. 

“Não tem equação fácil em eleição”, disse o senador. Educadamente, fez um contraste entre a posição tomada pelo governador Wilson Martins que ‘demitiu’ membros do Partido dos Trabalhadores que faziam parte do seu atual governo diante de sua atitude quando era governador em 2006: 

“Eu não demiti o pessoal do PMDB em 2006 por que tinha uma chapa do Mão Santa. Em 2010, também o pessoal do PTB, PDT, do PP, ninguém foi demitido. Eu tinha a compreensão que foram pessoas eleitas comigo.


Situação econômica do Estado

“Estado quebrado é Estado que não paga folha. Era assim que era o Estado antes de eu ser o governador. Assumi ali a folha de pagamento em atraso com encargos, com fornecedores, não tinha crédito em lugar nenhum. Eu peguei outro dia a quantidade de empréstimo que foi tirado pelo Estado, agora, depois de 2010... Que Estado quebrado é esse que tira R$ 1 bilhão de empréstimo de uma vez?, conclui Wellington Dias

Ele falou das realizações de seu governo e citou que na época, cerca de 66 municípios não tinham estradas.

Foi a deixa para o jornalista Marcus Melo questionar por que 80% das obras que acontecem no Piauí são recursos exclusivos do tesouro do Estado. 

Wellington Dias pediu para o jornalista citar ao menos uma obra feita sem a participação do Governo Federal, em resposta, Marcus citou a duplicação da BR ao que, de pronto, o senador afirmou: “Você viu placa? BNDS, é Governo Federal. Lá atrás era importante ‘aqui somos nós com o governo Dilma, aqui somos nós com o governo Lula, agora não é mais’... a verdade sempre vence”, conclui.

Wellington Dias ainda aproveitou para dizer que os empréstimos foram liberados no Senado por causa do trabalho dos senadores piauienses João Vicente, Ciro Nogueira e ele próprio. 

“O que eu quero mostrar é que o volume de recursos próprios do Estado ainda é aquém, abaixo, dos recursos do Governo Federal. Investimentos em habitação? Governo Federal! Investimentos em subestações, energia, investimentos em barragens, em várias obras, pelo DNIT ou em parceria com o Estado. A obra de Santa Filomena, é presença do DNIT, 10% de presença do Estado e 90% do governo Dilma”, disse o Dias.

A situação das estradas

Integrantes do governo Wilson Martins, incluindo o próprio governador, questionam a situação das estradas construídas quando Wellington Dias fora governador, a partir de 2003. O jornalista Pedro Alcântara questionou sobre as placas de obras onde é possível ler a frase ‘Está mais bem feita e mais durável’, que seriam uma provocação do governo Wilson Martins, sobre isso, Wellington citou diversas localidades que receberam estradas em seu governo e disse: “Eu queria, naquele instante, tirar as pessoas da lama, da poeira. 

Essas estradas que são feitas, a BR por exemplo, tratamento superficial triplo, a cada cinco anos precisa recapear, é o desgaste. Essa outra estrada é feita para lugares de baixa movimentação. Agora pergunta quem queria voltar a situação anterior, da poeira, da falta da ponte?”

05/01/2014

Wellington Dias reafirma seu compromisso com o Piauí



O senador Wellington Dias participou da reunião do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores do Piauí, realizado nesse sábado (4), que teve o propósito de discutir estratégias políticas eleitorais para 2014.

“O Partido dos Trabalhadores melhorou significativamente a realidade do Brasil nos últimos 10 anos, e eu reafirmo meu compromisso colocando-me a disposição do povo do Piauí e do meu partido para dar continuidade a esse projeto tendo como prioridade á manutenção do arco de aliança que apóia a presidente Dilma aqui no Piauí, disse o senador durante o encontro”. 

Estiveram presentes no encontro os deputados federais Assis Carvalho e Jesus Rodrigues, os deputados estaduais Rejane DiasMerlong SolanoFrancisco Guedes, João De Deus SousaCícero Magalhães e Flora Izabel. Além de vários vereadores e lideranças da capital e do interior.

Confira o álbum de fotos do encontro => Clicando aqui

03/01/2014

Prefeitura de São João do Piauí entrega sementes para agricultores

Município comprou com recursos próprios 3.000 kg de sementes
que serão distribuídas na zona rural


Na tarde da última terça-feira (31) o prefeito de São João do Piauí, Gil Carlos Modesto Alves realizou a última ação da gestão municipal em seu primeiro ano, fazendo a entrega de sementes de milho e feijão para agricultores da região de cima, zona rural de São João do Piauí. A ação aconteceu na Unidade Escolar Vitorio Ferreira de Oliveira, no povoado Grajau.

Acompanhado da secretária de Agricultura, Adriana de Castro, o prefeito Gil Carlos fez a entrega 1.500 kg de sementes para 150 famílias da região de cima, que foram adquiridas com recursos próprios da prefeitura, num total de 3.000 kg de sementes de milho e feijão que serão distribuídas para os agricultores do nosso município, que também estão sendo beneficiados com a aração de suas terras.

“Estamos nos antecipando ao aproveitar o período chuvoso e fazendo a entrega dessas sementes para que o agricultor possa ter a perspectiva de uma boa safra este ano”, destacou Gil Carlos, que citou outras obras que a gestão municipal irá iniciar em 2014 na comunidade, como uma escola de ensino fundamental com seis salas de aula, reforma e ampliação do posto de saúde do Grajaú e a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) que começará a ser edificada em janeiro de.


Sementes de qualidade e boa produtividade


As sementes compradas pela prefeitura de São João do Piauí e que foram distribuídas para o plantio são de milho albano, com 85% de germinação, que significa que de cada 10 grãos plantados, pelo menos oito irão vingar. Esse milho tem um ciclo de 100 dias, sendo que em 65 dias o agricultor já terá o milho verde. Já o feijão que está sendo entregue aos trabalhadores é o já conhecido feijão caupi, com índice de germinação na casa de 80% e ciclo de 65 dias.