Os indicadores apresentados nesta terça-feira (20) pelo governador Rafael Fonteles confirmam uma inflexão histórica na saúde pública do Piauí e projetam o estado como referência para o PT e para o SUS em todo o Brasil. Com planejamento, uso intensivo de dados e aposta firme na inovação, o governo estadual ampliou o acesso, reduziu filas e elevou a eficiência do sistema, com impacto direto na vida da população.
Nos últimos anos, o volume de consultas cresceu de forma expressiva. Em 2025, a rede estadual registrou 641.351 atendimentos, somando consultas presenciais e por saúde digital. Apenas os atendimentos presenciais saltaram de 22.299, em 2022, para mais de 420 mil, evidenciando a ampliação da cobertura e a reorganização da rede assistencial.
O avanço também se reflete na área de exames. O número de procedimentos presenciais passou de 122.339, em 2022, para 778.848 em 2025. Considerando os exames realizados por meio da saúde digital, o estado ultrapassou a marca de 1,5 milhão de exames no último ano, fortalecendo a capacidade diagnóstica, inclusive em regiões mais distantes dos grandes centros.
A saúde digital tornou-se eixo estruturante dessa transformação. Em três anos, o Piauí contabilizou mais de 1,2 milhão de atendimentos entre teleconsultas e telelaudos. Foram quase 190 mil consultas com clínico geral, mais de 115 mil com especialistas e um volume robusto de atendimentos em áreas como dermatologia, ortopedia e psicologia. Somam-se a isso mais de 950 mil telelaudos, com destaque para radiografias e eletrocardiogramas, garantindo agilidade e suporte técnico à rede estadual.
Outro dado emblemático está na política de cirurgias eletivas. O tempo médio de espera caiu de 464 dias para 52 dias, uma redução de quase 90%, enquanto o número de procedimentos praticamente dobrou, chegando a quase 40 mil cirurgias no último ano. O resultado foi alcançado com ampliação da capacidade hospitalar, descentralização dos serviços e reorganização dos fluxos de trabalho, inclusive no interior do estado.
Mesmo com a expansão dos serviços, o percentual da receita estadual destinado à saúde foi reduzido de 15% para 14%, sinalizando ganhos concretos de eficiência. A racionalização dos processos permitiu que equipes realizassem mais procedimentos no mesmo intervalo de tempo, fortalecendo o SUS e qualificando o atendimento à população.
Os avanços se estendem aos indicadores sociais. A mortalidade infantil caiu 18,3%, especialmente entre bebês, um dos indicadores mais sensíveis da qualidade das políticas públicas. O monitoramento permanente dos dados também começou a produzir efeitos na saúde mental, com a reversão da tendência de crescimento dos casos de suicídio a partir de 2025.
Ao apresentar os números no Palácio de Karnak, Rafael Fonteles deixou claro que os resultados são fruto de uma gestão orientada por evidências, inovação e compromisso social. O desempenho do Piauí Saúde Digital, já adotado como referência por outros estados, reforça que é possível fortalecer o SUS, ampliar direitos e entregar resultados concretos à população.
O dados apresentados consolidam um modelo de gestão pública que começa a se destacar nacionalmente e aponta caminhos para o PT e para o campo progressista na reconstrução e no fortalecimento das políticas de saúde no Brasil.



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