As unidades serão implantadas nas aldeias Canto da Várzea, em Piripiri; Serra Grande, em Queimada Nova; Santa Teresa e Sangue, no município de Uruçuí. Juntas, irão beneficiar diretamente mais de 660 indígenas das etnias Tabajara, Gueguê do Sangue, Akorá Gamella e Kariri, garantindo atendimento permanente de atenção básica e ampliando o acesso regular e qualificado aos serviços de saúde pública.
Para Dr. Francisco, a iniciativa corrige uma lacuna histórica no atendimento aos povos originários do estado. “É um momento histórico para a saúde indígena piauiense. Até aqui, o Piauí figurava entre os últimos estados do país sem essa cobertura essencial para comunidades que precisam do apoio efetivo do poder público”, afirmou o parlamentar, destacando que o investimento em infraestrutura é decisivo para assegurar dignidade, prevenção e cuidado continuado.
O avanço é resultado de um planejamento iniciado em 2024 pelo Ministério da Saúde, que incluiu o cadastramento das famílias indígenas em todas as aldeias do Piauí, a contratação de profissionais de saúde exclusivos para atuação nessas regiões e, agora, a implantação das unidades físicas. A estratégia fortalece a atenção primária e respeita as especificidades culturais dos povos indígenas, em consonância com os princípios do SUS.
A solenidade de assinatura da ordem de serviço ocorreu na sexta-feira (16), na Aldeia Canto da Várzea, em Piripiri, e reuniu lideranças indígenas, autoridades federais, estaduais e municipais. Estiveram presentes o secretário nacional de Saúde Indígena, Weibe Tapeba; o pajé Djacir; a prefeita de Piripiri, Jove Oliveira; a superintendente de Igualdade Racial e Povos Originários do Piauí, Assunção Aguiar; a secretária das Relações Sociais do Governo do Estado, Núbia Lopes; o líder político Roberval Ramos; e o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Ceará, Lucas Guerra Carvalho.
Médico e parlamentar comprometido com a saúde pública, Dr. Francisco Costa reafirma, com essa ação, uma atuação que alia conhecimento técnico, sensibilidade social e compromisso político. A chegada das UBSI às aldeias piauienses representa o reconhecimento do direito à saúde e o fortalecimento da presença do Estado junto aos povos originários, que historicamente enfrentam desigualdades no acesso às políticas públicas essenciais.


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