O debate sobre segurança pública no Brasil costuma ser atravessado por improvisos retóricos e soluções fáceis que raramente resistem à realidade. Por isso mesmo, quando um nome emerge do consenso técnico e do reconhecimento federativo, ele merece ser analisado com atenção. É exatamente esse o caso de Chico Lucas, secretário de Segurança do Piauí e quadro do Partido dos Trabalhadores, hoje apontado por seus pares como referência nacional e potencial ministro de uma futura pasta dedicada exclusivamente ao tema no governo do presidente Lula.
Não se trata de um movimento circunstancial, nem de uma indicação movida por afinidades partidárias. O respaldo público do Conselho Nacional dos Secretários de Segurança Pública confere densidade institucional à projeção de Chico Lucas e revela algo mais profundo; os estados reconhecem no gestor piauiense um formulador capaz de dialogar com diferentes realidades, respeitar o pacto federativo e transformar experiências locais em políticas de alcance nacional.
Os números ajudam a explicar essa construção. Sob sua condução, o Piauí alcançou os menores índices de homicídios da última década e reduziu de forma expressiva crimes patrimoniais que afetam diretamente a vida cotidiana da população. A queda superior a cinquenta por cento nos furtos e roubos de celulares não é apenas um dado estatístico. Ela traduz a eficácia de uma estratégia baseada em inteligência policial, integração entre forças e uso racional da tecnologia. Em um país marcado pela escalada da violência urbana, resultados dessa magnitude não surgem por acaso.
O programa de recuperação de celulares, que ganhou visibilidade nacional, é talvez o símbolo mais claro dessa gestão. Ao inverter a lógica tradicional de enfrentamento ao crime, focando na desarticulação do mercado ilegal e na devolução dos bens às vítimas, o Piauí passou a ser observado como laboratório de soluções concretas. O fato de a iniciativa inspirar políticas discutidas no âmbito do Ministério da Justiça reforça a capacidade de Chico Lucas de pensar segurança pública para além das fronteiras estaduais.
Há ainda um elemento político que não pode ser ignorado. Filiado ao PT, ex-presidente da OAB no Piauí e aliado de figuras centrais do governo Lula, Chico Lucas reúne algo raro no cenário nacional; a legitimidade técnica e capacidade de articulação política. Sua defesa firme da autonomia dos estados, combinada com a necessidade de coordenação nacional, ecoa entre secretários que resistem a modelos centralizadores e desconectados das realidades locais. É um discurso que aponta para maturidade institucional e compreensão do desenho federativo brasileiro.
Para o PT do Piauí, ter em seus quadros uma liderança com esse perfil é mais do que motivo de orgulho. É um ativo estratégico. Em tempos de desconfiança generalizada na política, figuras que acumulam resultados, credibilidade e compromisso público funcionam como reservas morais capazes de qualificar o debate e fortalecer o partido perante a sociedade. Chico Lucas simboliza um PT que governa, entrega e inova, especialmente em áreas sensíveis e historicamente complexas, como a segurança pública.
Caso a criação de um Ministério da Segurança Pública se concretize, a eventual escolha de Chico Lucas representará não apenas o reconhecimento de uma trajetória, mas a afirmação de um método. Um método que privilegia dados, cooperação e resultados, sem abrir mão do diálogo político e do respeito às instituições. Para o Brasil, pode significar um salto de qualidade na formulação de políticas de segurança. Para o Piauí e para o PT, a confirmação de que investir em quadros preparados e comprometidos segue sendo o caminho mais sólido para transformar realidades.
Nassar Jadão
Editor da Rede PT no Parlamento
Nassar Jadão
Editor da Rede PT no Parlamento

Excelente referência ao nosso Secretário Chico Lucas
ResponderExcluirUm dos melhores e promissores quadros do PT e que nos enche de felicidade e muitas esperanças reais.
A despeito dos méritos do sujeito da reportagem, a construção textual é quase uma "receita" de construção do personalismo político brasileiro. Isto porque o Secretário Chico Lucas certamente conta com equipes, com infraestrutura e com recursos estatais que são sine qua non aos resultados alcançados na secretaria em que ele é secretário. No serviço público os resultados sempre são coletivos e isto deveria ser reconhecido, ao invés de se atribuir a uma única pessoa, como é próprio do personalismo político.
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