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| Lula fez desabafo sobre desinformação das redes em cerimônia comemorativa dos 90 anos do salário mínimo Foto Ricardo Stuckert |
Acompanhado por ministros, trabalhadores e lideranças sindicais, o presidente situou o debate no centro do projeto político de seus governos; a redução das desigualdades e a melhoria da distribuição de renda. Lula relembrou o estado de deterioração institucional, social e econômica encontrado em 2023, e destacou que reconstruir o país exige coragem política e enfrentamento direto à indústria da desinformação.
Lula foi enfático ao criticar a lógica dos algoritmos que moldam o debate público nas grandes plataformas. Segundo ele, a sociedade não pode se deixar transformar em massa de manobra digital, guiada por interesses econômicos e políticos que lucram com o ódio e a mentira. O presidente defendeu que o enfrentamento às fake news passa pela consciência crítica, pela solidariedade e pela reafirmação de valores humanos, em oposição à desumanização promovida nas redes.
O chefe do Executivo também convocou a militância e os movimentos sociais a não recuarem diante dos temas centrais do debate nacional. Para Lula, discutir o aumento real do salário mínimo e a redistribuição de renda é uma obrigação histórica, e não um tabu. Ele lembrou que, desde sua criação em 1936, o salário mínimo nunca cumpriu plenamente o papel constitucional de garantir condições dignas de moradia, saúde e educação a quem vive do próprio trabalho, e reafirmou que cabe ao governo e à sociedade lutar permanentemente para melhorar esse valor.
Lula também comentou a recente onda de desinformação envolvendo supostas cobranças de impostos, que se espalhou rapidamente por aplicativos de mensagens. Ele ressaltou que a mentira se propaga com facilidade justamente porque não exige comprovação, ao contrário da verdade, que precisa ser demonstrada. O presidente reforçou a importância da responsabilidade individual no compartilhamento de informações e chamou atenção para o papel consciente de cada cidadão no combate às fake news.
A defesa da verdade, da justiça social e da democracia exigirá organização, vigilância e disposição para o enfrentamento político. Em 2026, segundo o presidente, não estará em jogo apenas uma eleição, mas o rumo do Brasil.

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