O tema ganhou força diante das críticas ao posicionamento das praças, especialmente no trecho entre a unidade da empresa Bunge e o bairro Portal dos Cerrados. Segundo o deputado, esse é um fluxo essencialmente local, utilizado por caminhoneiros que buscam serviços de manutenção, abastecimento e hospedagem. A cobrança ali criaria custos desnecessários para trabalhadores e empreendedores da região. Ele também citou a proposta de pedágio no Posto 8, que interferiria no trânsito cotidiano dos moradores de Uruçuí.
Gil Carlos ressaltou que os avanços registrados no Circuito da Soja se devem a investimentos que ampliaram a capacidade logística do cerrado piauiense. A concessão de estradas por meio de PPPs, lembrou o parlamentar, garante manutenção permanente e reduz despesas do Estado. O ponto em debate não é a concessão em si, mas a necessidade de que o modelo leve em conta as realidades urbanas e rurais dos municípios atravessados pelas rodovias.
O deputado informou que representantes locais e a concessionária já iniciaram tratativas para reavaliar as localizações. O movimento tem encontrado abertura no governo estadual. O governador Rafael Fonteles, segundo Gil Carlos, demonstra disposição para buscar uma solução que atenda à população sem comprometer o projeto de desenvolvimento da região.
A concessão das rodovias do cerrado é tratada pelo governo como uma política estratégica para garantir estradas em boas condições e sustentar o crescimento da produção agrícola. A expectativa é de que o pacote de investimentos reduza custos logísticos, amplie a segurança viária e impulsione ainda mais o escoamento de grãos, um pleito antigo de produtores e moradores.
O debate na Alepi abriga uma convergência de posições que reconhecer o valor estrutural da PPP, mas ajustar seus mecanismos para que não onerem deslocamentos cotidianos. Gil Carlos reforçou que a melhor solução virá do diálogo entre governo, concessionária e comunidade. A perspectiva é de que esse entendimento faça da concessão um instrumento de fortalecimento econômico, sem prejuízo para quem vive e trabalha em Uruçuí.

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